A brincadeira é o trabalho das crianças. Através das brincadeiras as crianças conseguem se desenvolver do ponto de vista físico, emocional, cognitivo e social. Essas habilidades são como se fossem os fios de uma corda. O aprendizado só acontece quando o cérebro entrelaça esses fios. Quanto melhor eles forem tecidos, mais forte e duradoura será a corda do aprendizado.

A Fundação Maria Cecíla Souto Vidigal, uma fundação familiar que se dedica à promoção do desenvolvimento da primeira infância, que é o período que vai da gestação aos seis anos de idade, elaborou um folheto que está disponível no site, que fala que brincar é tão importante quando dormir e se alimentar! Nesta cartilha você encontra uma explicação muito boa sobre os tipos de jogos que fazem parte da infância e que eu vou transcrever aqui

Jogos de exercício do pensamento: são aqueles em que a criança quer saber o porquê de tudo e também desata a tagarelar, sem coerência, como se estivesse falando consigo mesma. Pode ser pelo simples prazer de combinar palavras e formar uma ideia;

Jogos de exercício: quando há repetições de gestos e movimentos simples, tais como agitar os braços, sacudir objetos, pular e correr, durante os quais a criança pode exercitar-se;

Jogos simbólicos: caracterizam a fazer que começa o aparecimento da linguagem. Nesse tipo de brincadeira, a criança usa o universo imaginário e pode fugir da realidade à vontade para realizar seus desejos e trabalhar seus conflitos. A menina vira uma princesa, o menino um super-herói;

Jogos de construção: estão no meio do caminho entre o jogo e a imitação. Neles, a criança pode ser considerada uma pequena pesquisadora “construindo” e “desconstruindo” a realidade e seu mundo.

Agora que você já conhece os tipos de jogos, qual é seu papel como adulto para estimular o brincar? O primeiro é fornecer o tempo, o espaço e os objetos para que as crianças brinquem. A agenda das crianças tem que ter tempo livre. A casa tem que permitir o brincar sem o excesso de nãos que inibe a criatividade.

O segundo é entender que a criança precisa do bate-bola com o adulto para poder se desenvolver. Quando ela forma uma palavra ou faz um gesto e o adulto está por perto devolvendo com uma reação (um sorriso, uma palavra, um gesto), o cérebro da criança reage e consegue se desenvolver através deste relacionamento de mão dupla.

Por fim, cabe ao adulto observar as crianças brincando para entrar no seu universo e assim conseguir entender os filhos, suas características e como eles compreendem o mundo. Como disse uma vez a psicóloga infantil Patrícia Garcia numa entrevista para o Tempojunto, a brincadeira é uma chave de ouro para entender as crianças”. Mas você só vai conseguir usar esta chave se estiver lá por perto, brincando.

Fonte: EBC